Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio de Janeiro

   
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O Senar-Rio, em parceria com outras instituição públicas e privadas, desenvolve programas de fomento à agricultura em nosso estado, propiciando ao homem do campo conhecimentos e especialização de sua ocupação profissional.

Atualmente, estão sendo desenvolvidos os seguintes programas:

 
 


 



 

Programa de Gerenciamento de Propriedades Leiteiras

O Programa Gerenciamento de Propriedades Leiteiras é parceria FAERJ/SEBRAE-RJ/SENAR-RIO e faz parte do Programa Balde Cheio.

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OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Capacitar os técnicos no processo de transferência de tecnologia para produção intensiva de leite.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • - Promover o desenvolvimento sustentável da atividade leiteira, permitindo a permanência do produtor e de sua família no meio rural com dignidade e qualidade de vida.
  • - Utilizar a propriedade / unidade demonstrativa  como “sala de aula prática” sendo referência para visitas de outros produtores e técnicos.

- Reduzir o êxodo rural e, até mesmo, promover condições para o retorno ao campo de familiares que foram para núcleos urbanos em busca da sobrevivência.

  • - Recuperar a auto-estima do produtor de leite e a confiança no futuro, independentemente de sua situação.

- Cumprir a legislação ambiental vigente.

  • - Obter um diagnóstico da situação encontrada na propriedade (UD), no início do trabalho, por meio de um questionário individual aplicado pelo técnico.

- Implantar um sistema de gerenciamento nas propriedades participantes.

  • - Aumentar a lotação animal por hectare da propriedade, a produtividade da terra (litros de leite/ha/ano) e a renda líquida do produtor.

- Avaliar continuamente os impactos sociais, econômicos e ambientais do trabalho feito na UD, por meio da comparação com a situação inicial.

  • - Disponibilizar à sociedade todas as informações referentes às UDs.

- Utilizar práticas conservacionistas, tais como terraços em nível, plantio direto e cobertura do solo com palhada, e isolamento de áreas de proteção permanente (matas ciliares e nascentes), de acordo com a legislação ambiental, evitando o processo de erosão.

METODOLOGIA

A transferência de tecnologia é feita utilizando uma pequena propriedade leiteira de cunho familiar como “sala de aula prática”, onde várias técnicas desenvolvidas pela Embrapa e por outras instituições são sugeridas, discutidas por todos os envolvidos (instrutores credenciados pelo Programa da Embrapa, técnicos e produtores), adequadas à realidade de cada propriedade e, por fim, implementadas. Busca-se, desta maneira, conduzir o trabalho com foco no sistema de produção como um todo.

O ingresso da propriedade selecionada pelo técnico no município para ser sua “sala de aula prática” somente acontece quando ambos, produtor e técnico, estiverem de acordo com a natureza participativa do trabalho e de seus direitos e deveres para com o mesmo. Essa propriedade passa a ser denominada “Unidade de Demonstração” (UD). Além dos objetivos de ser utilizada como “sala de aula prática” e gerar renda para a família do proprietário, a UD também servirá como exemplo para os produtores do município e da região, que porventura queiram visitá-la ou acompanhar o desenvolvimento da mesma.

Para que seja construído um elo forte de ligação entre o técnico e a família do produtor, e destes com o instrutor, as ações mais importantes no início do trabalho são as visitas a outras UDs. Lá, ambos poderão constatar a veracidade das informações passadas, as dificuldades encontradas pelos produtores e técnicos da extensão rural no começo da jornada, os problemas enfrentados, as soluções adotadas e os resultados obtidos, em propriedades que tenham perfis semelhantes às propriedades dos que as visitam. Essa atividade fortalece a confiança no trabalho e reacende a vontade de querer executá-lo.

Dentre os compromissos firmados, o técnico deverá visitar a UD na freqüência mínima de uma vez ao mês, para o acompanhamento das atividades combinadas entre todos os envolvidos e auxílio na coleta de dados a ser efetuada pela família do produtor. O instrutor da Embrapa, ou o instrutor credenciado pelo Programa Balde Cheio/Gerenciamento Propriedades Leiteiras, terá a obrigação de retornar quadrimestralmente àquela UD por um período de quatro anos, que é a duração do trabalho.

Ao longo desse período o técnico começa a sentir segurança na aplicação das técnicas e inicia a aplicação das mesmas em outras propriedades do município e da região. Passa a distinguir onde as técnicas devem ser aplicadas, onde elas podem ser aplicadas, onde elas precisam sofrer adaptações para serem aplicadas em razão da situação particular de cada propriedade, e onde elas não devem ser aplicadas. É um processo contínuo e dinâmico de aprendizagem, não se encerrando após o quarto ano do projeto, pois, o vínculo de trabalho e de amizade gerado entre todos os envolvidos é a ferramenta mais poderosa para enfrentar dificuldades futuras.

Dentre as técnicas utilizadas no Projeto Gerenciamento de Propriedades Leiteiras podem ser agrupadas e citadas as seguintes:

Agropecuárias: método de pastejo rotacionado de gramíneas forrageiras tropicais com divisão em piquetes de tamanho reduzido; correção de acidez do solo e adubação intensiva de pastagens com calcário, fertilizantes e adubos orgânicos; irrigação de pastagens; plantio direto de pastagens; produção de mudas de capim-tifton em bandejas; entrada dos animais nos piquetes no final da tarde/início da noite; sobressemeadura de aveia e azevém em pastagens tropicais durante o período de menor crescimento destas (outono-inverno); suplementação alimentar volumosa com cana-de-açúcar corrigida com a adição de uréia; implantação de áreas de sombra natural (renques de árvores); adequação de corredores para movimentação dos animais; cocho trenó; bebedouro-carrapato; uso de cerca elétrica com postes de “madeira plástica” (material reciclado); alteração no horário da ordenha da tarde; mudança na forma de condução dos animais; manejo da reprodução; implantação de um calendário sanitário; introdução de ordenha mecanizada; construção de salas de ordenha de baixo custo; instalação de fosso na sala de ordenha (conforto do operador); manejo de ordenha e práticas para obtenção de qualidade no leite produzido, dentre outras.

  • Gerenciais: uso de planilhas para coleta de informações básicas sobre o rebanho (parições, coberturas, pesagem mensal do leite de cada vaca em lactação, pesagem mensal de fêmeas em crescimento, com fita de pesagem), monitoramento de eventos climáticos (chuva, e temperaturas máximas e mínimas); ficha de controle individual de cada animal do rebanho; quadros dinâmicos circulares de controles da reprodução de vacas e do crescimento de fêmeas jovens (bezerras e novilhas); acompanhamento e avaliação econômica da atividade (despesas e receitas) e planilhas eletrônicas de avaliação econômica e zootécnica da propriedade.
  • Ambientais: recuperação e conservação da fertilidade do solo; uso de cobertura morta (“mulch”) como fator de proteção do solo, para redução da desagregação devido ao impacto da gota de chuva sobre o solo; plantio de matas ciliares; preservação de áreas de proteção permanente; redução de efluentes e melhoria da qualidade da água; recomendação de realização de outorga para uso de água na propriedade, dentre outras.
  • Com o início do Programa no Rio de Janeiro, a partir de 2004, esse problema da transferência de tecnologia começou a ser resolvido nas propriedades participantes. Os produtores passaram a ter acesso e a adotar técnicas que lhes permitiram recuperar a auto-estima e a dignidade, e a cultivar a esperança e a confiança no futuro. Por menor que fosse a propriedade e o rebanho (que em alguns casos, nem existia), por mais problemático que fosse o relevo e por mais difícil que fosse a situação financeira, mesmo assim essas famílias tinham o direito de sonhar, e o que era mais importante, de realizar esses sonhos. Não existe um pacote de tecnológico a ser aplicado em todas as propriedades, e sim, uma discussão ampla entre todos os envolvidos sobre quais devem ser as tecnologias mais apropriadas a implementar em cada situação.

ONDE SE ENCONTRA?
Atualmente são 57 técnicos em processo de capacitação

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Ligue para o técnico mais perto de você e marque uma visita.

 

 

 

 

 




 

 

 



 
Programa Jovem Aprendiz Rural

Tendo como objetivo principal oportunizar a formação profissional rural aos jovens maiores de 14 anos e menores de 24 anos de idade, capacitando-os para o ingresso no mercado de trabalho, através de atividades controladas, em ambiente protegido, nos termos da legislação vigente.

A formação técnico-profissional de adolescentes e jovens amplia as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e torna mais promissor o futuro da nova geração. O empresário, por sua vez, além de formar um trabalhador de acordo com o perfil de que sua empresa necessita, passa a contribuir de forma significativa para a promoção da cidadania.

Regulamentada pelo Decreto nº 5.598/05, essa lei proporciona à juventude brasileira os conhecimentos teóricos e práticos necessários ao desempenho de uma profissão. Propicia aos aprendizes, ainda, a chance de terem sua primeira experiência como trabalhadores, a partir do contrato especial de trabalho firmado com as empresas.


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O QUE É PRECISO SABER PARA CONTRATAR O JOVEM APRENDIZ?

O que é o contrato de aprendizagem?

É um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, com duração máxima de dois anos, em que o empregador se compromete a assegurar ao adolescente com idade superior a 14 anos até os 18 anos e ao jovem a partir dos 18 anos até os 24 anos, inscritos em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a esta formação (art. 428 da CLT).

Como é a remuneração do aprendiz ?

O empregado aprendiz tem a remuneração computada por hora (Sal. Min. / 220 = hora do aprendiz), salvo existência de estipulação de piso de categoria (Piso / 220 = hora do aprendiz);

Qual a jornada de trabalho do aprendiz?

A duração de trabalho diária não excederá 6 (seis) horas, sendo vedada a prorrogação/compensação de jornada;

- Será permitida a jornada de trabalho de 8 (oito) horas diárias, desde que o aprendiz tenha o ensino fundamental completo e as 2 (duas) horas remanescentes às 6 (seis) horas, sejam destinadas à aprendizagem teórica;

Quando termina o contrato de aprendizagem?

O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ou ainda antecipadamente nas hipóteses de desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, falta disciplinar grave, ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo ou a pedido do aprendiz;

Quais são os estabelecimentos que estão obrigados a contratar aprendizes?

Os estabelecimentos de qualquer natureza, independentemente do número de empregados, são obrigados a contratar aprendizes, de acordo com o percentual exigido por lei (art. 429 da CLT). É facultativa a contratação de aprendizes pelas microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP), inclusive as que fazem parte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições, denominado “Simples” (art. 11 da Lei nº 9841/99), bem como pelas Entidades sem Fins Lucrativos (ESFLs) que tenham por objetivo a educação profissional (art. 14 do Decreto nº 5.598/05).

Como é fixada a cota de aprendizes?

A cota de aprendizes está fixada entre 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, por estabelecimento, calculada sobre o total de empregados cujas funções demandem formação profissional, cabendo ao empregador, dentro dos limites fixados, contratar o número de aprendizes que melhor atender às suas necessidades. As frações de unidade darão lugar à admissão de um aprendiz.

Exemplo:


Nº EMPREGADOS

COTA MÍNIMA
JOVEM APRENDIZ (5%)

COTA MÁXIMA
JOVEM APRENDIZ (15%)

10

01

02

15

01

03

20

01

03

50

03

08

O que é o programa de aprendizagem?

É o conteúdo pedagógico desenvolvido por meio de atividades teóricas e práticas, sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica, devendo conter, basicamente, os objetivos do curso de aprendizagem, os conteúdos a serem ministrados e a carga horária prevista (art. 1º, 3§, III e IV da IN nº 26, de 20 de dezembro de 2001).
  

Que instituição esta apta a desenvolver o programa de aprendizagem?

 Para ser contratado, o aprendiz deverá estar matriculado em qualquer curso de aprendizagem (correlato à função a ser ocupada na empresa) do Sistema “S”, ou seja, em algum curso ministrado pelo SENAI, SENAC, SENAT, SENAR ou SESCOP (exceto cursos no SESC e no SESI que não são válidos para esse fim).

Na insuficiência de vagas ou cursos oferecidos pelo Sistema “S” para atender à demanda da empresa, poder-se-á supri-la em outras entidades qualificadas de formação técnico-profissional metódica, como as escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos, esta devidamente registrada no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O empregador poderá selecionar o aprendiz, desde que matriculado em escola de ensino regular, caso não tenha concluído o ensino obrigatório, como também desde que esteja matriculado em curso de aprendizagem do Sistema “S”. Não estando, a matrícula no curso de aprendizagem fica a cargo da empresa.

 

 


 
Programa Empreendedor Rural

O Programa Empreendedor Rural foi desenvolvido pelo SENAR- PR, em parceria com o SEBRAE PR, no ano de 2003, tendo capacitado mais de 10.000 produtores rurais paranaenses na área de empreendedorismo e liderança.
 
A partir de 2007, o Programa se tornou nacional, coordenado pelo SENAR – Administração Central.

Em 2008 foi executado por 20 estados, incluindo o Rio de Janeiro.

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OBJETIVOS

Desenvolver e estimular o poder pessoal dos empreendedores do agronegócio, ampliando assim sua capacidade de influência nas transformações da sociedade
Desenvolver competências empreendedoras para atuação em atividades econômicas, políticas e sociais sustentáveis.

METOTODOLOGIA

O programa possui 5 (cinco) fases – diagnóstico, planejamento estratégico, estudo de mercado, engenharia de projetos e avaliações e, em cada uma destas fases, são tratados módulos encadeados de forma a dar suporte teórico e prático aos produtores. Ao todo são 15 (quinze) módulos específicos e direcionados a cada fase do projeto, abordando áreas de conhecimento técnico e de desenvolvimento humano.

Ao longo do Programa serão transferidos aos empreendedores rurais, conceitos que abrangem a área técnica necessária à elaboração do projeto, além de trabalhar o lado pessoal, interpessoal, social e humano dos participantes. Auto-estima, cidadania, liderança, competências pessoais e grupais, habilidades sociais, formas de comercialização, custos de produção, planejamento estratégico, noções de legislação trabalhista, ambiental, sucessão familiar, fluxos de caixa e outros conceitos. Todos esses, trabalhados juntos, permitem que o produtor e/ou trabalhador possa desenvolver atividades inovadoras nas suas propriedades, conhecendo os riscos a que estão sujeitos e quais as melhores formas para se obter sucesso e ser uma pessoa melhor.

A elaboração e a implantação de projetos individuais, desenvolvidos ao longo do Programa, funcionam como elemento motivador ou problematizador no processo de desenvolvimento de competências do produtor rural.

O público beneficiado pelo Programa Empreendedor Rural são produtores rurais, de pequeno e médio porte, seus familiares e trabalhadores rurais, com poder de decisão na empresa.





 

 

   


Fazenda Legal

O Programa Fazenda Legal foi criado em 2005 pela Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Faerj) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Rio) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio de Janeiro (Senar-Rio), com o objetivo de promover a transformação do pequeno e médio produtor em empreendedor rural, visando o aumento de sua produtividade, oferecendo, assim, subsídios para a solução das questões técnicas, fundiárias, ambientais, tributárias, previdenciárias e trabalhistas.

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COMO FUNCIONA O PROGRAMA?

O programa Fazenda Legal já está em sua 3ª fase de execução. São três anos de trabalho, que visa propagar, gratuitamente, informações e conhecimentos da área rural, apontando o melhor caminho para manter o produtor rural em dia com as suas obrigações legais.

1ª etapa (2005)

A história de trabalho começou em 2005 (1ª etapa) com a realização de uma série de treinamentos oferecidos aos multiplicadores do programa. O multiplicador tem um papel relevante dentro do projeto, pois é ele o agente que lida diretamente com o produtor rural. Ao total, são 48 mobilizadores, funcionários de sindicatos rurais, atuando nos municípios do estado Rio de Janeiro.

Para facilitar o trabalho do mobilizador foi elaborado um conjunto de 8 cartilhas sobre a legislação vigente e as questões que envolvem o produtor rural, como: Previdência, Trabalhista, Fundiário, Tributário, Defesa Agropecuária, Crédito Rural e Ambiental.

As cartilhas do Fazenda Legal podem ser encontradas na sede do sindicato rural e o produtor não paga nada para recebê-la; basta estar em dia com a contribuição sindical rural anual.

2ª etapa (2006) e 3ª etapa (2007)

Deu início, em 2006, uma série de Encontros de Produtores Rurais, que foi estendido para este ano de 2007, com o objetivo de difundir o programa e atingir um número maior de produtores rurais. Até agora, já foram atendidos mais de 4 mil produtores rurais em todo o estado do Rio de Janeiro.

Os encontros já foram realizados nos municípios de Itaperuna, Valença, Campos, Natividade, Cantagalo, Araruama, Barra Mansa, Teresópolis, Bom Jardim, Paraíba do Sul, Miracema e São Francisco do Itabapoana.

Com uma estrutura montada para recepcionar o produtor rural e sua familia, para um dia inteiro de trabalho e troca de experiências, o evento conta uma tenda grande onde são realizadas as palestras e outras tendas menores onde os produtores recebem orientações e acompanhamento especializado, através de clinicas. As palestras acontecem o dia inteiro e o produtor tem a liberdade de escolher a palestra que lhe interessar ou assistir a todas.

As dúvidas mais comuns, como aposentadoria, fiscalização ambiental, procedimentos fiscais, vacinação, financiamento ou renegociação de dívidas são dirimidas por técnicos experientes e especializados nessas questões.

A palestrante sobre o tema previdência é a ex-auditora fiscal da previdência social, Conceição Tinoco, que atuou durante anos como presidente da junta de recursos da previdência social. O tema ambiental ficou sob a responsabilidade do engenheiro agrônomo Marcus Carrasqueira, com experiência em fiscalização ambiental. Sobre crédito rural, o representante da superintendência estadual do Banco do Brasil, o analista pleno Clovis Romário. A palestra sobre Defesa Agropecuária, com a veterinária e coordenadora setorial de educação sanitária da Superintendência de Defesa Agropecuária, Rosa Maria Antunes. Sobre o tema trabalhista com o advogado José Roberto, que acumula uma experiência de quinze anos em atendimento ao produtor rural no sindicato rural de Bom Jardim. A palestra sobre o tema fundiário é realizada pelo veterinário Moacyr Bogado. Sobre o tema tributário, o palestrante é o presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Dr. Silvio Galvão. Tem ainda, a palestra sobre o papel do sistema sindical rural, feita pelo presidente da Faerj, Rodolfo Tavares.

Se você quiser saber mais clique aqui para acessar o site do Programa Fazenda Legal.

 
   

 

Programa de Monitoria da Qualidade de Leite

Em vigor no Estado do Rio de Janeiro, bem como em toda a Região Sudeste desde primeiro de julho de 2005, a Instrução Normativa nº 51 exige uma série de mudanças na produção, identidade, qualidade, coleta e transporte do leite A, B, C, pasteurizado e cru refrigerado.

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Desde 2002, muitas ações de formação profissional rural do SENAR foram realizadas especificamente para tratar da melhoria dos procedimentos de higiene na ordenha e qualidade do leite, os resultados obtidos através desses treinamentos sugerem a eficácia da formação profissional na atualização de trabalhadores e produtores rurais, entretanto, a descontinuidade dos procedimentos aprimorados nos treinamentos fica evidente com a influência, principalmente, dos seguintes fatores:

  1. Quando não há resultado financeiro positivo (programas de bonificação por qualidade) ou por falta de ações punitivas por parte da indústria laticinista ou comprador direto (descrédito);
  2. Desestímulo causado pela baixa rentabilidade das unidades produtivas de leite;
  3. Desconhecimento sobre a responsabilidade da produção de alimentos seguros a saúde do consumidor;
  4. Ausência de acompanhamento técnico no processo produtivo.

A Instrução Normativa nº 51 do MAPA determina um processo de adequação progressiva, sendo 01/01/2011 a data limite para o decréscimo na contagem bacteriana total máxima para 100.000 UFC/ml – (unidades formadoras de colônias) e o decréscimo na contagem de células somáticas para 400.000 células/ml por analise na Região Sudeste, com a proximidade da data limite, percebe-se que os índices alcançados ainda estão aquém do ideal desejado, obrigando o SENAR a repensar sua estratégia de atuação, a fim de minimizar o efeito negativo na receita de milhares de produtores rurais do Estado do Rio de Janeiro.

A construção de uma nova estratégia para atualização de trabalhadores e produtores rurais tem como base um programa de monitoramento e intervenção das variáveis que influenciam o efeito dos treinamentos. A estratégia em questão poderá ter a participação dos alunos dos cursos de medicina veterinária e zootecnia das instituições de ensino superior do estado, alunos dos cursos de técnico em agropecuária, além dos técnicos das cooperativas e laticínios.

COMO VAI FUNCIONAR O PROGRAMA?

1ª FASE – ADESÃO
Adesão por parte de Universidades, Escolas Agrotécnicas, Sindicatos Rurais, Laticínios, Cooperativas Agropecuárias e produtores na forma e método do trabalho.

2ª FASE – NIVELAMENTO TÉCNICO
Processo de nivelamento de conhecimentos técnicos e pressupostos do programa para instrutores da ocupação Trabalhador na Bovinocultura de Leite/Qualidade do Leite; Profissionais dos departamentos de controle e qualidade do leite dos estabelecimentos e alunos das instituições de ensino parceiras do programa.

3ª FASE – SENSIBILIZAÇÃO DE PRODUTORES
Palestra técnica sobre Qualidade do Leite com objetivo de sensibilizar produtores rurais sobre a obrigatoriedade do cumprimento da Instrução Normativa nº51 do MAPA.

4ª FASE – TREINAMENTOS SOBRE QUALIDADE DO LEITE
Processo de formação profissional de trabalhadores e produtores rurais, trabalhadores na coleta e recepção do leite

5ª FASE – MONITORIA SOBRE QUALIDADE DO LEITE
A – Através dos técnicos do departamento de controle e qualidade do leite de cooperativas agropecuárias e laticínios parceiros do programa;
B – Através dos alunos das instituições de ensino participantes, coordenadas pelo responsável pelo departamento de controle e qualidade do leite de cooperativas agropecuárias e laticínios parceiros do programa;
C – Através dos alunos das instituições de ensino participantes, coordenadas por responsável pelo departamento de extensão da universidade em consonância com a política do departamento de controle e qualidade do leite de cooperativas agropecuárias e laticínios parceiros do programa;

6ª FASE – ANALISES
A Medição dos índices de CBT – Contagem Bacteriana Total, CCS – Contagem de Células Somáticas, Determinação dos teores de gordura, lactose, proteína, sólidos totais, sólidos desengordurados, Pesquisa de resíduos de antimicrobianos, feita mensalmente através de laboratório credenciado pela RBQL – Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade para o acompanhamento das cooperativas e laticínios servirão como parâmetro para os treinamentos e monitorias.




As empresas interessadas em participar do Programa Monitorando a Qualidade do Leite deverão entrar em contato através do tel: (21)33809500 ou com o Sindicato Rural do seu município.

 

 

 

 

   


Programa Inclusão Digital Rural

É um Programa de treinamentoem informática para produtores, trabalhadores rurais e suas famílias. Em todo Brasil serão instaladas inicialmente 500 salas de aula, com a instalação de computadoresnos maiores sindicatosrurais do país, onde há acesso à telefonia e à Internet.

Atualmente, 628 mil produtores sindicalizados têm propriedades em municípios que dispõem de sinal para acessar a internet, por celular ou banda larga. No Estado do Rio de Janeiro três sindicatos receberam as salas de aula de Inclusão Digital Rural, Sindicato Rural de Sumidouro, Sindicato Rural de Itaperuna e Sindicato Rural de Rio Claro. Em 2010, o SENAR iniciará novas turmas na tele salas da EMATER RIO nos escritórios de Italva, Barra do Pirai e Três Rios.

 
 



Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio de Janeiro- SENAR-Rio
Av. Rio Branco, 135/901 a 907- Centro - Rio de Janeiro - 08002820020 - tel: (21) 3380-9500 / fax: (21) 3380-9501